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Terapia Sexual e Saúde Sexual
Da redação
21/07/2018 09h41
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Temos constatado através da prática clínica em consultório e de palestras e cursos dirigidos aos diversos segmentos sócio-econômico-culturais da nossa sociedade (empresas, escolas, clubes, igrejas, etc.), uma grande desinformação ou mesmo informações erradas a respeito da sexualidade humana, gerando, com isso, medos, mitos, preconceitos, tabus, culpas. Em função disso observamos que a sexualidade não é vivida de uma forma natural, prazerosa, tranquila e responsável.
 
Para ilustrar citamos apenas três exemplos: podemos verificar os índices de gravidez e contaminação pelo HIV na adolescência, o crescente índice de contaminação pelo HIV em mulheres adultas com relacionamentos estáveis. Aumento de casos de HIV entre os idosos e portadores de deficiência mental. 
 
Além disso, observamos também um número muito grande de queixas de disfunções sexuais tais como anorgasmia, ejaculação precoce, disfunção erétil, vaginismo (dor na penetração), falta de desejo sexual. É sabido que os problemas emergentes no exercício da sexualidade podem ter suas causas fundamentadas em processos orgânicos. Várias patologias, em especial as que atingem os sistemas circulatório e nervoso, além de outras condições (drogas, sequelas de cirurgias ou de traumas, etc.). 
 
Nessas situações, evidentemente, o tratamento a ser indicado deve ser o de correção dessas causas orgânicas. Por outro lado, existe um grupo numeroso de indivíduos que apresenta disfunções sexuais sem que existam causas de fundo orgânico que possam explicá-las. Nessas eventualidades, em que o fator causal da disfunção sexual é claramente de fundo psicossocial (educação sexual distorcida, experiências pregressas traumatizantes e outras), configura-se um tipo de disfunção sexual em que não existe a possibilidade de um tratamento por via orgânica. 
 
Estatisticamente, sabemos que a maioria de tais disfunções tem como causa fatores psicogênicos (na verdade atingem de 65% a 70% dos casos das disfunções sexuais). Isso é explicado em boa parte em função da nossa formação/educação sexo-afetivo-emocional-religiosa que, como disse, não nos autoriza desfrutar de uma sexualidade natural, amorosa, afetiva e prazerosa. 
 
A mídia tem contribuído muito para isso onde vemos, a todo o momento, um apelo constante ao sexo fácil desvinculado do afetivo-emocional, onde se criam modelos idealizados e irreais de super homens e super mulheres impossíveis de serem seguidos gerando angústias e frustrações o que, consequentemente e junto com outros fatores, têm levado às disfunções sexuais.
 
Tratamento: Em muitos casos existe a necessidade de um trabalho conjunto, interdisciplinar (entre médico e terapeuta sexual), envolvendo troca de informações sobre os pacientes encaminhados durante o processo da terapia sexual. A terapia sexual é uma terapia focal, ou seja, com técnicas e exercícios específicos. É muito comum profissionais (médicos e psicólogos) sem especialização nessa área, se acharem sem saída para dar continuidade ao tratamento, que em boa parte das vezes precisa ser feito em conjunto numa interação terapeuta sexual-paciente-médico da área (principalmente ginecologista e urologista).
 
(Luiz Xavier)

 


Da redação

 
 
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