,
Clique e
assine o JP
Televendas: 3428-4190
Classificados: 3428-4140
Comercial: 3428-4150
Redação: 3428-4170
Últimas notícias:
  • Foi brincadeira o comentário em foto de Túlio e Fátima Bernardes, diz Maria Gadú
  • Novas instalações imersivas fazem passeio pelo tempo e espaço no Farol Santander
  • Sarah Jessica Parker anuncia retorno de Carrie Bradshaw para 'apoiar causa'

O dragão da inflação está de volta?
Claudete Campos
21/07/2018 09h43
  |      
ENVIAR     IMPRIMIR     COMENTE              
 
O dragão da inflação voltou a assombar os piracicabanos. Até recentemente, a inflação estava sob controle, mas a greve dos caminhoneiros retirou o trem dos trilhos. O que as donas de casa sentiram no bolso, a APAs (Associação Paulista dos Supermercados) traduziu em números. Os preços dos produtos subiram 3,55% em junho comparado a maio de 2018. Esse número foi o maior registrado para um mês nos últimos dez anos. O recorde anterior foi em junho de 2008, com aumento de 2,97% nos preços, aponta reportagem do jornalista Felipe Poleti, nesta edição.
 
Até por conta desses indicadores negativos, os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de aumento de preços em2018 e alta menor do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezes do país. A previsão é que a inflação neste ano fique em 3,65%, ainda abaixo da meta do Banco Central de 4,5%. 
 
Os vilões da inflação foram leite, com reajuste de 19% no mês e  36% no ano, e aves, com elevação de 21% , esses reajustes foram decorrentes da greve dos caminhoneiros, deflagrada em maio, que também contaminou os indicadores de junho.  Para se ter uma noção, o preço por quilo de frango congelado subiu 69% de abril a junho.
 
Muitos vão dizer que esses aumentos registrados nos produtos podem representar centavos, é verdade. Mas o fato é que o trabalhador, que já está com o orçamento apertado, por causa dos aumentos recentes com pedágio, passagens de ônibus, combustíveis, agora sofre com os preços altos nos supermercados. E o que fazer nesses casos? 
 
Sem condições de manobra, o trabalhador tem que apertar o cinto. Comprar só o essencial e deixar de lado os supérfluos. Substituir os produtos de marca por outros mais em conta também é uma boa solução. Se puder ir ao trabalho de bicicleta ou pé, melhor ainda. O brasileiro sempre dá um jeito e usa criatividade para tentar contornar a crise.
 
Mesmo com a proximidade do fim do governo capenga, a equipe do presidente Michel Temer (MDB) tem que ficar de olho nos indicadores. A realidade é que o brasileiro já se acostumou com a inflação baixa. Nem se lembra mais que já atingiu 80% (!) ao mês no governo de José Sarney, na década de 80. Caberá ao próximo presidente, manter a escalada inflacionária sob controle.
 
 
Voltar

Comentários

Nome:
E-mail:
Comentário:
 

  • Seja o primeiro a comentar

23/07/2018 09h06 Claudete Campos Ar ruim
19/07/2018 08h33 Claudete Campos Feminicídio
14/07/2018 11h02 Claudete Campos Gripe e mortes