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Feminicídio
Claudete Campos
19/07/2018 08h33
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As mulheres que participam de movimentos feministas vivem postando nas redes sociais perguntas como: até quando vai a violência contra as mulheres? Parece que o feminicídio não tem fim. Em pleno século 21, as mulheres continuam sendo vítimas. Muitas perdem a vida, como foi o que ocorreu ontem, novamente, em Piracicaba. Às vezes, os algozes não perdoam nem mesmo os filhos.
 
Desta vez, um homem de 52 anos matou a companheira de 51 anos, trocou tiros com um policial militar e foi morto. A polícia ainda tentou negociar com o agressor por quatro horas, mas o assassino abriu fogo contra a polícia, que revidou.
 
Tudo isso ocorreu no condomínio Palmeiras, na área rural, ontem à tarde. Em reportagem publicada nesta edição pela jornalista Cristiani Azanha, a informação é que o homem atirou contra a vítima dentro de um carro, recarregou o revólver que portava e correu para um terreno, onde permaneceu. 
 
Até o fechamento da edição, não havia informações sobre as causas do feminicídio. Mas, normalmente, nesses casos, o enredo é sempre o mesmo. Os homens não aceitam o fim de relacionamentos, na maioria das vezes, abusivos, e nem que a ex-amada seja feliz nos braços de outro homem. 
 
Há também aqueles casos em que os homens são extremamente ciumentos e não deixam as mulheres respirarem. Há homens que não aceitam que as mulheres sejam independentes, que trabalhem fora, que respirem novos ares. E, muitas vezes, os agressores também são usuários de drogas e bebidas alcoólicas e cometem esses crimes sob o efeito dessas substâncias. 
 
Ainda não se sabe o nome da vítima e nem do agressor. Contudo, não importa. Que seja Maria, Teresa, Helena...Nenhum ser humano - e isso vale também para homens - merece perder a vida de forma gratuita. Seja qual for o que motivou o assassino. 
Em uma sociedade tão desigual, como a brasileira e até mesmo a piracicabana, os valores morais estão esgarçados. Como se a vida não valesse nada. Infelizmente, muitos homens se acham donos das mulheres, como se ainda estivessem nos tempos das cavernas ou nos tempos medievais.
 
A criação de uma sociedade justa, evoluída, passa necessariamente pela educação. As famílias têm papel fundamental em formar homens que não sejam machistas, que não vejam as mulheres apenas como objetos sexuais, que não se sintam donos das mulheres. O poder público tem papel fundamental na definição de políticas para proteger as mulheres e também sensibilizar os homens para interromperem os ciclos de violência, muitas vezes herdados na infância. 
 
Enquanto as pessoas com consciência lamentam, mais uma família derrama lágrimas por uma perda irreparável....
 
 
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